Alugar ou financiar um imóvel?

Compare três cenários: apenas financiar, financiar e investir o que “sobra” frente ao aluguel, ou alugar e investir (aplicando a entrada e, mensalmente, a diferença entre prestação e aluguel). Modelo com SAC, reajuste do aluguel por IGPM e juros compostos nas aplicações.

Parâmetros

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Metodologia: SAC (amortização constante), reajuste mensal equivalente de IGPM e valorização, e rentabilidade mensal equivalente a partir das taxas anuais informadas.

Como ler os resultados

  • Só financiando: patrimônio = valor do imóvel ao final. Mostra o total pago no financiamento (entrada + custos + prestações).
  • Financiando e investindo: investe a diferença positiva entre aluguel e prestação mensal (se aluguel > prestação). Patrimônio = imóvel + carteira.
  • Alugando e investindo: investe a entrada+custos no mês 0 e, mensalmente, a diferença positiva entre prestação e aluguel (se prestação > aluguel). Patrimônio = apenas carteira.

Metodologia resumida

Alugar ou financiar? Como decidir com segurança (com Minha Casa Minha Vida, FGTS e custos reais)

Escolher entre aluguel e financiamento envolve comparar não só o valor da prestação com o do aluguel, mas também custos totais, benefícios fiscais, valorização do imóvel e liquidez. Nesta página você encontra um guia completo para usar a calculadora e entender os fatores que mais pesam na decisão, incluindo Minha Casa Minha Vida (MCMV), uso do FGTS e encargos do financiamento.

1) Entenda os blocos de custo do financiamento

  • Juros e sistema de amortização: os bancos trabalham principalmente com SAC (parcelas começam mais altas e caem ao longo do tempo) e Price (parcelas mais constantes, maior juro total). A calculadora compara cenários com diferentes taxas.
  • Seguros obrigatórios: MIP/DFI (Morte/Invalidade Permanente e Danos Físicos ao Imóvel) entram no valor da prestação. Impacto maior para quem tem idade mais alta (MIP).
  • Custos de aquisição: ITBI (imposto municipal), escritura e registro em cartório. Em alguns casos de MCMV e para imóveis novos na planta, há condições especiais e/ou isenções municipais — verifique na sua cidade.
  • Custos recorrentes: condomínio, IPTU, manutenção de longo prazo e seguro residencial. Para locação, algumas dessas despesas podem ser repassadas ao inquilino, conforme contrato.

2) Minha Casa Minha Vida (MCMV): por que pode mudar o jogo

O MCMV é o principal programa habitacional do país, oferecendo subsídio na compra, taxas de juros reduzidas, limites de renda por faixa e tetos de valor do imóvel por município/região. Em linhas gerais, ele pode:

  • Diminuir o valor financiado via subsídio, reduzindo parcelas.
  • Reduzir juros efetivos, comparado ao crédito habitacional padrão.
  • Permitir uso do FGTS (entrada, amortização e até parte da prestação), conforme regras do fundo.

Importante: Faixas de renda, limites e condições variam por período e localidade. Consulte a versão atual do programa no seu banco (CEF e conveniados) e verifique o enquadramento do imóvel na sua cidade. Se você tem renda até as faixas mais acessíveis e o imóvel está dentro do teto local, o MCMV frequentemente torna o financiamento mais competitivo que alugar no médio/longo prazo.

3) FGTS: quando e como usar

  • Entrada: reduzir o principal financiado, diminuindo juros totais.
  • Amortização periódica: diminuir prazo ou parcela (ou ambos) a cada ciclo permitido.
  • Pagamento de parte da prestação: em alguns casos, é possível abater uma fatia da parcela por período determinado (regra sujeita a políticas vigentes).

Se você tem saldo relevante no FGTS e pretende permanecer no imóvel por vários anos, utilizar o fundo costuma reduzir muito o custo total do crédito.

4) Quando alugar pode ser melhor

  • Mobilidade (mudanças de cidade/emprego em 1–3 anos): custo de saída do financiamento é maior.
  • Mercado incerto na sua região: valorização baixa/negativa reduz o ganho patrimonial esperado.
  • Disciplina de investimento: se você aluga barato e investe a diferença mensal de forma consistente, pode acumular patrimônio competitivo — compare o valor futuro na calculadora.

5) Como usar a calculadora para uma análise justa

  1. Informe valor do imóvel, entrada (inclua FGTS, se for usar), prazo e taxa estimada (MCMV, SBPE etc.).
  2. Adicione ITBI/cartório e seguros para aproximar a prestação real (custo total da parcela).
  3. Do lado do aluguel, insira aluguel atual, reajuste anual esperado e despesas do inquilino (IPTU/condomínio, quando aplicável).
  4. Defina um horizonte (ex.: 5, 10 ou 15 anos) e uma taxa de retorno para investir a diferença mensal quando o aluguel for menor que a prestação.
  5. Compare os gráficos e totais: patrimônio líquido estimado (imóvel pago + valorização – saldo devedor) vs. valor acumulado dos investimentos no cenário do aluguel.

6) Valorização do imóvel e taxa de desconto

Testar diferentes hipóteses é essencial. Ajuste:

  • Valorização anual do imóvel (0% a 6% a.a. como testes de sensibilidade).
  • Retorno dos investimentos no cenário “alugar e investir” (p.ex. CDI/tesouro/bolsa).
  • Inflação para estimar reajuste de aluguel e custos futuros.

7) Exemplo resumido (didático)

Exemplo meramente ilustrativo: valor do imóvel R$ 300.000; entrada R$ 60.000 (inclui FGTS); prazo 360 meses; sistema SAC; seguros embutidos; ITBI+cartório R$ 10.000. Aluguel comparável: R$ 1.800/mês, reajuste anual projetado. Se a prestação total projetada for R$ 2.300 e você conseguir investir R$ 500/mês ao optar pelo aluguel, compare o valor futuro dos R$ 500/mês com a equidade acumulada no financiamento ao longo do horizonte escolhido (ex.: 10 anos). Em cenários MCMV com subsídio e taxa menor, a distância entre prestação e aluguel pode cair — refaça o teste com as condições do seu banco.

8) Erros comuns (e como evitar)

  • Ignorar seguros e cartório na prestação: subestima o custo real.
  • Comparar imóveis diferentes (localização/estrutura): equalize padrão e metragem.
  • Supor valorização irreal: rode a análise com taxas conservadoras.
  • Esquecer manutenção no cenário proprietário: crie uma linha anual na sua planilha.

9) Passo a passo para buscar MCMV

  1. Verifique renda familiar e o teto do imóvel para seu município/região.
  2. Confirme com o banco (CEF e parceiros) as taxas vigentes, subsídio estimado e documentos.
  3. Cheque a elegibilidade do imóvel (documentação, matrícula, construtora/incorporadora).
  4. Simule no banco e na nossa calculadora com e sem MCMV para ver o impacto no custo total.

Perguntas frequentes (FAQ)

O MCMV sempre vale mais a pena que alugar?

Não necessariamente. Depende da sua renda, do subsídio disponível, do preço do imóvel na sua cidade e do horizonte de permanência. Em muitos casos, as condições do MCMV tornam o financiamento competitivo — simule ambos os cenários.

Posso usar FGTS para entrada e depois para amortizar?

Sim, respeitando as regras do FGTS e os prazos mínimos entre amortizações/abatimentos. Usar FGTS tende a reduzir bastante o juro total.

Qual sistema de amortização é melhor: SAC ou Price?

O SAC reduz saldo devedor mais rápido e diminui parcela ao longo do tempo (juros totais menores). O Price mantém parcelas mais niveladas (fluxo previsível), porém com custo total maior. Compare na calculadora.

O que considerar no “custo de morar” além da parcela?

Condomínio, IPTU, seguro residencial e um fundo para manutenção. No aluguel, parte desses itens pode estar no pacote ou ser negociada.

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